Neurociência nos programas de T&D

Descubra como a Neurociência pode impactar diretamente nos resultados obtidos nos programas de T&D

Crescimentum apresenta case de como é possível atingir resultados utilizando o estudo da neurociência como metodologia estratégica, testada e comprovada.

Arthur_Diniz

As organizações estão cada vez mais conscientes sobre quão importante é o papel da liderança no desenvolvimento contínuo de todas as suas áreas, e buscam cada vez mais por líderes capacitados que consigam alavancar os resultados por meio das pessoas. Porém, o que acontece hoje, segundo a Crescimentum — que atua desde 2003 no mercado de treinamento e desenvolvimento de líderes — é que poucos profissionais recebem o preparo necessário para assumirem essa posição. De acordo com pesquisa realizada pelo CCL (Center for Creative Leadership), em 2013, apenas 58% dos líderes foram treinados para enfrentarem esse desafio.
Apesar de terem consciência da importância de investirem na formação de seus líderes, quando se trata de comprovar o resultado que será obtido com os treinamentos que atuam na formação de habilidades comportamentais, faltam argumentos e provas concretas. É aqui que entra a Neurociência.


NEUROCIÊNCIA APLICADA AO T&D

Dominar a arte de liderar pelo exemplo, inspirar e motivar uma equipe são algumas das competências que permitem explorar o potencial máximo dos liderados, mas não são fáceis de serem desenvolvidas. O que poucas pessoas sabem, ou falam, é que a ciência pode ser uma importante aliada nessa evolução. Mais especificamente, as técnicas da Neurociência — estudo do sistema nervoso — que podem e devem ser aplicadas aos programas de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) de líderes empresariais. “É cientificamente comprovado que é possível trabalhar áreas específicas do cérebro que, quando acionadas, desenvolvem características que podem ser fundamentais para liderar com eficiência”, explica Arthur Diniz, sócio-fundador da Crescimentum.
Segundo Diniz, o cérebro é dividido em três partes e a principal região para o desenvolvimento das competências de liderança é o córtex pré-frontal ou neocortex. É ele o responsável por várias funções cognitivas de alto nível. Especificamente sobre liderança, é nessa zona cerebral que se formam os propósitos, autoconfiança, controle de humor e das emoções, tomada de decisões, estabelecimento de metas, priorização e planejamento.
Os poderes da Neurociência não se restringem em fazer com que o gestor adquira competências de liderança, mas também saiba usar as técnicas para despertar determinados comportamentos nos liderados. Desta forma, é possível potencializar os resultados e o desenvolvimento de todo o time.


É essencial educar os líderes sobre a importância de construir relações positivas e de confiança com os liderados


Durante os treinamentos, por exemplo, inicialmente é essencial educar os líderes sobre a importância de construir relações positivas e de confiança com os liderados. A Neurociência nos mostra que uma cultura de transparência aumenta o engajamento e as relações positivas de trabalho.
Nesse contexto, o papel do profissional de Recursos Humanos, além de ajudar na criação de uma cultura de liderança sólida que incentive a liderança pelo exemplo, é enfatizar a importância da confiança para o desenvolvimento da liderança utilizando como base os argumentos da Neurociência. A confiança também pode ser conquistada por meio de uma comunicação aberta, metas claramente comunicadas e transparência.


LÍDER DO FUTURO EXECUTIVO E NEUROCIÊNCIA

O Líder do Futuro Executivo é um treinamento ministrado pela Crescimentum há oito anos, voltado para gestores com experiência em cargos de liderança, que utiliza a Neurociência como uma de suas metodologias. Durante o programa, com cinco dias de imersão, os participantes passam por simulações de realidade para avaliarem e desenvolverem seus comportamentos e atitudes, conhecerem seus pontos fortes e seus principais pontos de melhoria, fazendo com que a teoria seja colocada em prática.
O treinamento é de alto impacto para que as mudanças comportamentais necessárias a uma boa liderança sejam trabalhadas e efetivas. No processo, os executivos também são acompanhados por coaches, que dão feedbacks constantes a cada atividade. Para finalizar, os líderes saem do treinamento conhecendo seus perfis comportamentais e com um plano de ação completo desenhado.
É possível entender como o estudo da Neurociência é aplicado ao treinamento de forma a obter os resultados esperados, por meio dos seguintes apontamentos:

1. O cérebro foi evolutivamente concebido para perceber e gerar padrões quando testa hipóteses. Promover ambientes protegidos, como acontece no treinamento de imersão, em que os participantes sentem-se mais à vontade para demonstrarem suas emoções e há mais confiança para aceitarem o desafio de testar hipóteses e verificar seus resultados, é fundamental no campo do desenvolvimento humano.
2. Inúmeras áreas do córtex cerebral são simultaneamente ativadas no transcurso de nova experiência de aprendizagem. Situações que reflitam o contexto da vida real, de forma que a informação nova se “ancore” na compreensão anterior faz com que o aprendizado seja maximizado. Se o aprendizado contiver emoção, as chances da experiência se tornar memória de longo prazo aumenta. Durante o treinamento, por exemplo, os participantes são testados a todo o momento, devem saber lidar com suas emoções passando por momentos de tensão, alegria e frustração, bem como receber feedbacks dos instrutores e de outros participantes do curso.
3. A Neurociência comprovou que o cérebro se modifica aos poucos, fisiológica e estruturalmente, como resultado da experiência. Os participantes são encorajados em dinâmicas a aprenderem com os resultados dos seus próprios comportamentos, testarem comportamentos diferentes, investigarem novamente o resultado e fazerem um plano de ação, de como irá aplicar a mudança comportamental que deseja.


COMPROVANDO RESULTADOS EM NÚMEROS

Para comprovar a eficácia do uso da Neurociência, utilizada como uma das principais metodologias nos treinamentos da Crescimentum, a empresa avaliou — por meio de sua ferramenta exclusiva Avaliação 360º Estrela da Liderança — mais de 450 profissionais que participaram do programa Líder do Futuro Executivo — entre março de 2013 e setembro de 2014 — e analisou a evolução em diversas competências como: delegar tarefas, desafiar a equipe a se superar, liderar pelo exemplo e inspirar diferentes perfis de profissionais.
Os resultados da pesquisa foram obtidos por meio do comparativo da Avaliação 360º realizada antes e após o treinamento. Na avaliação, que é on-line e 100% confidencial, o profissional avaliado recebe informações importantes a respeito de como são percebidas suas competências por líderes, liderados e outros, tais como pares e clientes internos. Essa percepção externa é comparada com a sua autoavaliação.
O questionário contempla ações como planejamento, frequência com que dá feedbacks, compartilhamento dos planos e da visão de futuro, delegação de tarefas, capacidade para ouvir os liderados, estímulo ao trabalho em equipe, paciência e autocontrole, reconhecimento das conquistas da equipe, entre outras.
De acordo com os dados obtidos, 92% dos participantes melhoraram pelo menos uma ou mais das seis competências consideradas essenciais a um líder de sucesso. Na tabela abaixo estão dados dos comportamentos em que mais pessoas que participaram do treinamento Líder do Futuro Executivo tiveram evolução. “Esses números mostram que utilizar a Neurociência como metodologia nos treinamentos está funcionando e o trabalho que implantamos e desenvolvemos há quase 10 anos está ajudando na prática os executivos a tornarem-se líderes capazes de potencializar resultados”, afirma Arthur Diniz.
O executivo lembra que esses comportamentos destacados pelo estudo são os mais importantes no desenvolvimento de lideranças. “O líder que compreende o caminho que a organização terá no futuro sabe desenvolver a equipe por meio de feedbacks efetivos, consegue delegar tarefas de maneira eficiente, dá o exemplo constantemente e adapta sua liderança de acordo com o perfil de cada colaborador. Consequentemente, conseguirá explorar o que há de melhor entre os liderados e terá o respeito e admiração dentro da empresa”, completa Diniz.
Do total dos participantes da pesquisa desenvolvida pela Crescimentum, 45% são Gerentes. Na sequência, aparecem os cargos de Diretor/CEO/Presidente (12%), Coordenador (12%) e Supervisor (11%). Outras funções somam 20%.
No entanto, o conteúdo do treinamento é eficaz para todos os profissionais que já atuam como líderes. “Presidentes de empresas, gestores, coordenadores e supervisores se beneficiam da mesma forma das ferramentas que dispomos e da simulação do ambiente corporativo que proporcionamos”, garante Diniz.

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